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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Traduzir-se

Clenair



Existe um poema de Ferreira Gullar que fala um pouco de todos nós. O poeta fala que somos parte estranheza e solidão, parte multidão. Em alguns momentos, parte de nós é permanente...em outros, somos parte que "se sabe de repente".
O fato é que somos compostos por idéias, desejos e sentimentos diversos. Estamos sempre em busca de algo mais. Saímos pelo mundo "procurando firme", como diz uma história de Ruth Rocha.
E levamos alegrias, saudades, tristezas, afetos. Levamos tudo que nos completa e que possibilita que continuemos nossa jornada.
Duas de nossas companheiras de trabalho saem da escola, neste ano, em busca de novos desafios: A professora Clenair e a monitora estagiária Josiane. Ambas deixarão saudades. Boa sorte, sucesso e felicidades. Vocês estarão sempre conosco...
Josi

Traduzir-se (Ferreira Gullar)

Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém,fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa e pondera: outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem: outra parte,linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte,
que é uma questão de vida ou morte
Será arte?
De Na Vertigem do Dia (1975-1980)